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O maior jogo de dados do Brasil: Cunha e Dilma

O maior jogo de dados do Brasil: Cunha e Dilma

Blog da Lu

O maior jogo de dados do Brasil: Cunha e Dilma

O maior jogo de dados do Brasil: Cunha e Dilma

No entender do Palácio do Planalto, a cúpula do PMDB deu aval na decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para que ele desse prosseguimento ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para auxiliares diretos de Dilma, por temer virar a bola da vez (sem trocadilhos), o PMDB decidiu optar pelo impedimento de Dilma com objetivo de embaralhar o jogo político neste momento.

São fortes os rumores nos bastidores dos poderes em Brasília, de que além do próprio Eduardo Cunha, também são citados os nomes do vice-presidente Michel Temer e do presidente do Senado, Renan Calheiros, como integrantes do comando do PMDB que estariam dando suporte à decisão do presidente da Câmara.

Por outro lado, o governo usa a estratégia de estabelecer um confronto de imagem entre Dilma e Eduardo Cunha, buscando reforçar a imagem de mulher honesta que - segundo os petistas - fez diferença na campanha eleitoral, contra a imagem negativa que Eduardo Cunha, (um político com alta taxa de rejeição, conforme pesquisas – o DataFolha mostrou que mais de 80% querem o afastamento dele da presidência da Câmara), tem perante os brasileiros. Ou seja Dilma pretende se apresentar como vítima de chantagem e pressão de Eduardo Cunha.

A estratégia, não se pode negar: é boa, e pode resultar positivamente, por conta de que, submerso em investigações em andamento na Procuradoria Geral da República, uma delas são as contas atribuídas ao seu nome na Suíça. Por outro lado, Cunha demonstra ter feito uso da velha tática muito praticada na política, do “toma-lá-dá-cá”, dando às avessas o processo de impeachment contra a presidente Dilma.

Eduardo Cunha, usando do poder que ‘ainda’ tem, após o PT tornar pública a decisão da bancada na Câmara de votar a favor da continuidade do processo de cassação do seu mandato e não encontrar apoio para ele próprio no Conselho de Ética, resolveu acatar o pedido de impeachment da Dilma. Diante disso, com uma guerra política declarada, o Brasil está com os mandatos da presidente da República e do Presidente da Câmara em xeque.

Uma das bases de sustentação do requerimento de impeachment contra a presidente Dilma, formulado pelos juristas Hélio Bicudo, fundador do PT, e Miguel Reale Júnior, acolhido por Cunha, é o detalhamento das conhecidas “pedaladas fiscais”.  

Conforme o Ministério Público de Contas, no fim de 2014, ou seja, no mandato anterior, a presidente Dilma Rousseff editou decretos adicionais extraordinários no Orçamento, que ela só poderia fazer após a aprovação do Congresso Nacional. Os decretos autorizaram despesas de R$ 2,5 bilhões.

Porém toda essa situação ainda será longamente debatido publicamente e sabe DEUS como, nos bastidores de Brasília, onde as tentativas de acordos políticos serão colocados à mesa, e muitas negociações e barganhas serão feitas. Porém o mais preocupante é que o país deverá enfrentar nesse período, a mais grave recessão desde o Plano Collor, com os dois poderes vivendo uma das maiores disputas políticas da nossa história.

Contudo, no final o clamor popular é quem vai influenciar sobre os rumos do processo de Impeachment contra Dilma. A previsão para os deputados nesse recesso é que haverá muita conversa e todos os ouvidos bem abertos para ouvir suas bases, e daí voltarão com a decisão final sobre como votarem: contra ou a favor.

Ao Poder Judiciário fica a responsabilidade de garantir que, qual seja a evolução, que ela caminhe dentro do que determina a Constituição do Brasil.

Os dados estão rolando, e agora não são mais dois, apenas.

São muitos.

Lu Barreto

Lu Barreto é radialista, locutora, produtora de eventos e ainda sobra um tempinho para cantar e ser mãe de família. Ela também é Diretora Jornalística do MS Diário e escreve semanalmente sua coluna online.

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