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Queremos o gás natural na matriz energética de Corumbá e Ladário

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Blog da Lu

Queremos o gás natural na matriz energética de Corumbá e Ladário

Queremos o gás natural na matriz energética de Corumbá e Ladário

Confesso que fiquei surpresa em saber que nós temos o ramal do Gasoduto Bolívia – Brasil construído e até hoje encontra-se sem funcionamento, ele sai da fronteira com a Bolívia, região do Jacadigo e termina no Posto de combustíveis Paulista, passando pela Universidade Federal. Procurando mais informações e pesquisando, tomei conhecimento que esse tipo de projeto necessita de uma carência de pelo menos dois anos para o desenvolvimento do mercado e suas instalações.

O gás natural é amplamente utilizado e hoje conta com uma rede de gasodutos que interliga o gasoduto que passa por Corumbá, com o Estado do Rio Grande do Sul e o Ceará no nordeste brasileiro, representa cerca de 10 por cento da nossa matriz energética, na Argentina o abastecimento chega aos 70 por cento, atendendo aos diversos segmentos do mercado, como: residencial, industrial, termelétrico, comercial, automotivo, etc.

Aqui no Estado de Mato Grosso do Sul, a responsabilidade dessa atividade é da concessionária estadual, MSGÁS, que já opera em Campo Grande e Três Lagoas, ambos projetos já saíram da etapa de carência ou seja, do desenvolvimento do mercado e estão operando com margem positiva, garantindo a rentabilidade da concessionária. No nosso caso,(Corumbá) a justificativa para a construção foi para atender inicialmente a Termelétrica Pantanal, que não saiu do papel, frustrando a expectativa dos donos do ramal, que acabaram acumulando um prejuízo da ordem de dez milhões de reais, o projeto está em plena condições de entrar em operação tão logo o Governador do Estado, autorize a concessionária a realizar a conexão ao gasoduto principal, o prejuízo inicial é parte do processo e pode ser compensado com o lucros dos outros dois ramais da Capital do Estado e de Três Lagoas,  a necessidade de instalação de uma Termelétrica continua sendo estratégica para a região do pantanal, e para o Operador Nacional do Sistema Elétrico brasileiro - ONS, devido ao impacto positivo na nossa economia,as oficinas mecânicas com o processo de conversão dos veículos e instalação do kit gás, as residências poderão iniciar processo de instalação dos canos e garantir uma grande economia para as famílias, hoje o abastecimento do gás de cozinha precisa ser importado do Estado de São Paulo, assim como os demais combustíveis.

Este é o momento que as lideranças políticas da região devem deixar de olhar para o próprio umbigo e voltar o olhar para a nossa região de forma macro, articulando junto ao Governo, a matriz energética para alavancar a economia de Corumbá e Ladário. A nossa região possui uma localização geográfica privilegiada e se relaciona com os mercados potenciais do Paraguai, da Bolívia e de toda região do Estado de Mato Grosso, temos consciência que nesse debate vai nascer com muita evidência à discussão da integração regional através dos meios modais de transporte, como a recuperação da ferrovia, a dragagem do Rio Paraguai, a duplicação da BR 262, neste contexto o estudo da utilização dos cilindros de gás natural comprimido nas embarcações de transportes de carga (pequenos portes) e nas embarcações de turismo pode justificar a realização de vários estudos de mercado e de adaptações tecnológicas.

O gás natural disponível para o mercado vai motivar aos industriais da mineração a realizar estudos de viabilidade para agregar mais uma etapa na cadeia de exploração e exportação do minério de ferro, manganês e calcário, agregando valor ao preço final e trazendo novas tecnologias. O gás natural pode trazer o segundo grande benefício e talvez o mais importante que é a geração de empregos, O gás que passa por Corumbá contribui de maneira extraordinária com os impostos, mas agora chegou à vez do desenvolvimento industrial, abrindo e oxigenando a economia local com novas ideias e pensando no progresso sustentável de toda região pantaneira. O gás natural pode ser a saída para o desenvolvimento da nossa região, só falta vontade política.

LU BARRETO

Lu Barreto

Lu Barreto é radialista, locutora, produtora de eventos e ainda sobra um tempinho para cantar e ser mãe de família. Ela também é Diretora Jornalística do MS Diário e escreve semanalmente sua coluna online.

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