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Políticos da Cidade Branca discutem sobre “Pacto por Corumbá” para as Eleições 2018

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Eleições

Políticos da Cidade Branca discutem sobre “Pacto por Corumbá” para as Eleições 2018

Executivo e Legsilativo da Cidade Branca debateram hoje na Câmara Municipal sobre uma aliança que poderá definir os rumos políticos de Corumbá.

Corumbá - A cidade de Corumbá até hoje não conseguiu recuperar-se da “vergonha” eleitoral obtida nas eleições 2014: apesar de ser o quarto colégio eleitoral do Estado, a cidade - que fica distante cerca de 430 km da capital Campo Grande - não conseguiu eleger nenhum representante para a Assembléia Legislativa.

Essa falta de representatividade política atrapalhou - e muito - o desenvolvimento de Corumbá nesses três anos, pois muitas obras que poderiam ser executadas com recursos estaduais e federais acabam ficando em segundo plano, porque o Município sozinho não tem verba suficiente para realizá-las.

Para se ter uma idéia, nesse momento o Estado vai destinar para Dourados cerca de R$ 72 Milhões só para pavimentação asfáltica -  pois em contrapartida, Dourados possui 04 (quatro) deputados eleitos na Assembléia Legislativa Estadual, que fazem a diferença na hora de representar os interesses douradenses.

Por conta disso, a Câmara Municipal de Corumbá resolveu propor ao Executivo da cidade um “Pacto por Corumbá”, onde segundo os edis - o assunto deve ser amplamente debatido e discutido, antes que políticos regionais declarem seu apoio para políticos “de fora” ou ainda, que vários candidatos “aventureiros” lancem candidaturas que embora não tenham um grande número expressivo de votos - acabam prejudicando o desempenho dos candidatos com maior possibilidade real de serem eleitos. 
 
Os números das Eleições de 2014 não mentem: Corumbá “jogou fora” (literalmente) cerca de 17.150 votos, destinados a candidatos de outras cidades - e assim, deixou de ganhar em 2014 duas vagas na Assembléia Legislativa: Ruiter Cunha de Oliveira (PSDB) ficou na primeira suplência com 18.502 votos (apenas 1.672 votos atrás de Pedro Kemp, candidato por Campo Grande), e Marcelo Iunes (PTB) também acabou morrendo na praia com 13.124 votos,(apenas 3.462 atrás de George Takimoto, candidato por Dourados) tornando-se primeiro suplente de Deputado. Nas eleições de 2016 Ruiter acabou elegeu-se Prefeito de Corumbá novamente - derrotando Paulo Duarte (PDT) e Marcelo Iunes, seu novo aliado consequentemente foi eleito seu vice.

Na época, Corumbá participou do pleito com 12 candidatos a deputados estaduais. Na cidade, Solange Alves de Oliveira (PMDB) foi a terceira candidata mais bem votada com 5.175 votos. Em quarto ficou Augusto do Amaral (Buxexa), com 4.517 votos; Elano Holanda de Almeida, que obteve 3.123. Outros 1.814 foram divididos entre candidatos menores, incluindo aí Hedyl Marcos Benzi Filho - candidato da cidade-irmã Ladário - mas que, na cidade, teve 276 votos de um total de 2.269.

Um problema que foi levantado na discussão de hoje (11) é a alta abstenção de votos - que tende a se manter nas próximas eleições. Em 2014 Corumbá possuía cerca de 69.935 eleitores, mas  apenas 52.688 votaram (cerca de apenas 75,34% dos eleitores da cidade). Com esses números, os políticos locais terão que ter muito trabalho para convencer a população, que anda bastante desacreditada na classe política, em geral.

Em Ladário, cidade-irmã de Corumbá (distante cerca de 7Km da Capital do Pantanal) a situação chega a ser assustadora: dos 9.618 eleitores que compareceram às urnas, 5.467 votaram em gente da terra (entre ladarenses e corumbaenses) - outros 4.151 votos foram divididos entre candidatos de fora.

Na reunião que aconteceu hoje (11) entre os vereadores e lideranças presentes, o Prefeito Ruiter Cunha de Oliveira disse:

“Temos que ter essa iniciativa de fazer com que as nossas ambições políticas saiam da nossa região, nós não temos só que ter disputas internas - para prefeito e vereador - isso é apenas um momento. Depois a classe política tem que se unir, crescer e lutar pela cidade, ou seja buscar ter representatividade política lá fora. Isso significa que a gente tem que ter no mínimo, um representante estadual e um representante federal para que a gente possa voltar a ter respeito e dar a Corumbá o papel que ela merece e a importância que ela têm.”

Indignação que pode gerar alianças

Ruiter disse que pelo tamanho do nosso território e pela quantidade da nossa população, Corumbá não deveria estar “abandonada” politicamente:

“É inadmissível que com a quantidade de eleitores que nós temos, Corumbá e Ladário não tenham representantes nas esferas estadual e federal. Precisamos reverter essa situação. É fundamental e importante esse momento capitaneado pela Câmara e pelo Executivo e espero que isso saia da esfera política e ganhe outro espaço, outros segmentos, para que a gente passe a integrar a classe dos funcionários, dos sindicalistas, dos funcionários públicos, dos representantes das comunidades, enfim todos aqueles que compõe, que fazem parte da nossa sociedade, que são os responsáveis - inclusive - pela situação que nos encontramos. ” 

Primeiro passo

O Chefe do Executivo disse que o primeiro passo foi dado, e que outros passos terão que vir:

“A caminhada é longa, não é fácil, mas a gente precisa tentar para que a gente possa voltar a ter condições melhores de buscar recursos, condições de desenvolver a nossa cidade”.

Falha nas Últimas Eleições

Segundo Ruiter, Corumbá teve uma evasão de 35% dos votos para candidatos “forasteiros” por uma falha estratégica:

“Historicamente é comprovado que nós não saímos de 22% de evasão de votos para candidatos de fora. Isso foi para 35%, muito provavelmente teve uma ação forte para que isso ocorresse, houve essa intenção. Na minha avaliação, houve uma falta de sensibilização, uma falta de preocupação com a cidade em detrimento de algumas posições individuais, de ego de quem poderia estar liderando esse processo em outra direção. Se a gente voltar a ser o que era, um grupo forte e focado nesse processo - pois nas vezes que fui Prefeito a gente conseguiu fazer um estadual na minha gestão por duas vezes. Isso é a prova que é possível sim..

Ruiter finaliza:

“Eu vou voltar a fazer essa parte. Se os outros quiserem  fazer, como a gente está mostrando aqui que a Câmara quer vir, quer estar junto, pois os atores principais são fundamentais nesse processo - então é possível sim, ter mais um representante legislativo na Assembléia.”

O Presidente do Legislativo, Evander Vendramini (PP) também se mostrou satisfeito com o encontro e disse que para Corumbá ter sucesso nas próximas eleições, é necessário que os políticos locais tenham um comportamento de trabalho em grupo:

“O formato das eleições vai mudar drasticamente nas próximas eleições, com o advento do voto distrital - onde diminuirá drasticamente o número de candidatos e consequentemente, uma grande quantidade de votos para que o candidato seja eleito. Corumbá precisa se preparar para esse processo - pois o candidato que antes se elegia com 20.000 votos vai passar a precisar de 30.000 votos.”

Maturidade Política

Evander destacou também que o eleitor precisa ter maturidade política para que a cidade não perca:

“Nosso papel é alertar, mas de nada adianta todo esse trabalho se o eleitor não se conscientizar de que precisamos muito eleger nossos representantes locais. Não adianta ele votar em candidato  “de fora”, achando que isso vai “castigar” candidato X, mas que no final das contas quem perde é a cidade e ele vai acabar sentindo essa falta de um representante na hora que precisar de uma creche, de uma rua asfaltada, de um novo posto de saúde. A cidade precisa ter força política fora da nossa cidade, senão nada muda por aqui”.

Critérios

O Presidente da Câmara também falou sobre os critérios de escolha sobre quem serão os candidatos.

“Quem serão os candidatos? Quais serão os critérios? É pesquisa? Então vamos fazer pesquisa com dois, três institutos diferentes para avaliar. Vamos soltar quantos candidatos? Os três mais evidentes nas pesquisas? Não pode ser mais aquela coisa “Olha eu quero sair candidato, eu acho que tenho mais chance”, tem que ser algo com embasamento. Se formos por essa linha dois Estaduais eu tenho certeza que se elegem, e talvez um Federal. Mas para isso tem que ter esse compromisso.”

Para Evander, o maior desafio para Corumbá garantir seus representantes nas Eleições 2018 será, o “exercício de desprendimento de egos”:

“É muito fácil todo mundo dizer, “Eu amo Corumbá, Eu adoro Corumbá” e na hora apoiar outros candidatos, mostrar na prática outra coisa. Nós temos quase 240 anos e 110 mil habitantes, Campo Grande 115 anos e 800 mil habitantes. Por que as pessoas vão embora de Corumbá? Por que quando as pessoas formam um filho, mandam ele embora de Corumbá? Porque aqui não tem emprego, não tem oportunidades. E isso é uma coisa que só o trabalho político feito com planejamento e compromisso pode produzir. Será que a classe política não falhou muito lá atrás? Temos que corrigir esses erros urgentemente, passar a pensar em Corumbá para o futuro. Se a gente critica sempre e não fazemos nada para mudar, então estamos falhando.”

E emendou:

“Temos que pensar assim: “Eu quero sair candidato, mas não vou sair candidato porque vou prejudicar alguém, porque Fulano ou Fulana tem mais chances pela nossa cidade”. Isso é ter amor por Corumbá, é pensar em grupo. Não tenho nada contra candidato de fora, mas eu penso que um candidato da terra vai ter um olhar diferente, vai saber compreender as nossas necessidades e lutar exatamente por aquilo que precisamos.”

Evander também falou sobre o compromisso assumido pelos “eleitos” nessa aliança política, em especial para com o povo - pois o último Deputado Estadual que Corumbá teve, Paulo Duarte (na época, pelo PT) deixou seu cargo para se tornar Prefeito da Cidade, em 2012. Amarildo Cruz (PT) era seu suplente, assumiu a cadeira e soube muito bem aproveitar a oportunidade, pois reelegeu-se deputado em 2014:

“Os critérios que estão sendo criados nesses debates, nesse fórum aí - e inclusive na próxima temos que conversar com Ladário, com todos os presidentes de partido e classes políticas - e definir os critérios para que esses “abençoados” que serão os nosso representantes. “Você eleito, você cumprirá os quatro anos?” Ter compromisso para ficar até o final do mandato é um deles, tem que fazer esse compromisso.”

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