Pantanal MS
31 de Agosto / 2025

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. | Créditos: Agência Brasil

  • Publicado em: 21 de Julho, 2025 | Fonte: Agencia Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil seguirá participando das negociações comerciais com os Estados Unidos, mesmo diante da possibilidade concreta de um aumento expressivo nas tarifas sobre produtos brasileiros exportados.

Em entrevista à rádio CBN, Haddad reconheceu que o risco da nova taxação — de até 50% — não está descartado e pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Segundo ele, o governo já trabalha em planos de contingência para apoiar os setores nacionais mais afetados, mas reitera que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o diálogo aberto.

“O Brasil não vai sair da mesa. Mandamos uma segunda carta ao governo americano na semana passada e continuaremos insistindo na negociação”, declarou.

Haddad afirmou que, a pedido de Lula, estão sendo desenhados cenários para todas as possibilidades, incluindo a ausência de resposta dos Estados Unidos às cartas enviadas. O ministro adiantou que não está em estudo a aplicação de sanções, mas a eventual adoção da lei de reciprocidade e medidas de apoio aos setores atingidos estão sendo analisadas.

Sobre o impacto financeiro das medidas, Haddad disse que o governo busca soluções que não impliquem novos gastos públicos, seguindo o modelo adotado no apoio à recuperação do Rio Grande do Sul.

O ministro também criticou a influência política de grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que interesses pessoais podem estar impactando as relações comerciais entre Brasil e EUA.

“A tarifa de 50% não se justifica. O Brasil é deficitário com os Estados Unidos e não representa ameaça econômica. Há uma particularidade na nossa relação: o vínculo político entre Trump e Bolsonaro”, disse.

Haddad ainda comentou sobre a investigação anunciada por Donald Trump sobre o Pix. O ministro defendeu o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e disse que a iniciativa tem sido reconhecida como bem-sucedida no mundo.

Por fim, Haddad reafirmou que o governo não pretende rever a meta fiscal e destacou que o objetivo é entregar, até o fim do mandato, os melhores resultados fiscais, de emprego e de crescimento econômico desde 2015.

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