Pantanal MS
24 de Julho / 2024

Na operação, que começou em uma área delimitada pelas ruas Rui Barbosa, Joaquim Murtinho, José Antônio e avenida Afonso Pena, foram encontradas 15 operadoras clandestinas que não possuíam identificação nos cabos e não haviam estabelecido contato com a Energisa. | Créditos: Divulgação

  • Publicado em: 28 de Junho, 2024 | Fonte: Rafael Almeida

Na noite desta quarta-feira (26), a Energisa, com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras), realizou uma operação para remover fios, cordoalhas e cabos clandestinos que estavam oferecendo riscos à rede de distribuição de energia elétrica e à segurança das pessoas em Campo Grande. A ação foi desencadeada após o deputado estadual Paulo Duarte (PSB) denunciar o problema durante sessões ordinárias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Simultaneamente à denúncia, o parlamentar iniciou conversas com a Energisa e a Secretaria de Segurança do Estado, solicitando apoio policial para que a empresa de energia pudesse retirar as redes irregulares que ocupavam os postes e não atendiam aos padrões e normas técnicas estabelecidos por leis federais. Segundo Paulo Roberto dos Santos, diretor técnico comercial da Energisa, foram identificadas apenas 164 empresas que utilizam a estrutura da Energisa de forma legalizada. Mesmo assim, todas foram notificadas quanto à qualidade de suas instalações.

Na operação, que começou em uma área delimitada pelas ruas Rui Barbosa, Joaquim Murtinho, José Antônio e avenida Afonso Pena, foram encontradas 15 operadoras clandestinas que não possuíam identificação nos cabos e não haviam estabelecido contato com a Energisa. "Os fios dessas empresas foram todos removidos", explicou Paulo Roberto dos Santos. A ação resultou na retirada do cabeamento de 22 postes.

Um mapeamento realizado pela Energisa em toda a capital identificou mais de dois mil pontos com instalações feitas por empresas clandestinas. "Para a Energisa, é fácil identificar os fios irregulares. O cabo regularizado possui uma placa colorida que identifica seu proprietário. Quem não tem essa placa está clandestino", destacou Paulo Roberto dos Santos.

Equipes da Polícia Civil, Decon e Garras deram suporte à operação. O delegado titular da Decon, Reginaldo Salomão, esclareceu que o acompanhamento policial, além de garantir a segurança dos técnicos da Energisa, visa comprovar a conduta criminosa de ocupação clandestina das estruturas da operadora de energia elétrica. Segundo o delegado, "os consumidores não têm ciência de que possivelmente adquiriram um serviço clandestino" e orientou que, caso tenham seus serviços de internet cortados, procurem seus direitos na Decon ou no Procon e registrem uma ocorrência.

Principal articulador da retirada dos fios, o deputado estadual Paulo Duarte apresentou os resultados dessa primeira ação na tribuna da Assembleia Legislativa. "Muitas operadoras estão fazendo instalações de forma absolutamente irregular. Isso significa que estamos vivenciando no Mato Grosso do Sul uma verdadeira terra sem lei. Cada um instala o que bem entender, sem autorização. É uma espécie de furto porque quem está regularizado está pagando pelas empresas que operam de forma clandestina. Só ontem foram retirados 4 mil metros de fios irregulares em um pequeno trecho onde havia 22 postes", concluiu o parlamentar.

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