A Secretaria de Estado de Saúde alertou os municípios para a possibilidade de aumento de casos de síndrome gripal e doenças respiratórias entre abril e julho, período marcado pela maior circulação de vírus como Influenza e VSR. | Créditos: Divulgação/SES-MS
Publicado em: 08 de Março, 2026 | Fonte: Rafael Almeida
Com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios, entre os meses de abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orientou os municípios de Mato Grosso do Sul a intensificar ações de vigilância, prevenção e organização da rede de atendimento. A medida busca preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
De acordo com a pasta, os meses mais frios costumam registrar maior circulação de vírus como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. Embora o vírus responsável pela COVID-19 não apresente um padrão sazonal tão definido, sua alta capacidade de transmissão pode provocar aumento de casos em diferentes períodos do ano.
Preparação da rede de saúde
A SES recomenda que os municípios organizem antecipadamente os fluxos de identificação de casos, coleta de amostras e notificação aos sistemas de vigilância, seguindo as orientações das notas técnicas estaduais e do Guia de Vigilância Integrada para COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios.
A integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os serviços de assistência também é considerada fundamental para garantir atendimento e tratamento rápidos aos pacientes.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento antecipado é essencial para evitar sobrecarga na rede. Ele destaca que o objetivo é fortalecer a vigilância e ajustar os fluxos de atendimento antes de um possível aumento expressivo de casos.
Vacinação é principal forma de proteção
A SES reforça que a vacinação contra Influenza e COVID-19 continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir complicações, hospitalizações e mortes, além de ajudar a diminuir a circulação dos vírus na comunidade.
A coordenadora de imunização da secretaria, Ana Paula Goldfinger, ressalta a importância de ampliar a cobertura vacinal, principalmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, considerados grupos mais vulneráveis às formas graves das doenças.
Monitoramento e tratamento precoce
O acompanhamento contínuo da circulação viral também é apontado como medida essencial, já que vírus respiratórios podem sofrer mutações e apresentar novos subtipos.
De acordo com a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, o início rápido do tratamento é decisivo para evitar agravamentos. Conforme os protocolos, pacientes com SRAG ou com síndrome gripal associada a fatores de risco devem iniciar o uso de antiviral o quanto antes, mesmo antes da confirmação laboratorial.
Estratégia preventiva
Apesar de não haver aumento expressivo de casos no momento, a SES destaca que as orientações têm caráter preventivo. A organização antecipada da rede de saúde, segundo a secretaria, é fundamental para reduzir impactos no atendimento e garantir resposta rápida caso haja crescimento de casos durante o período de sazonalidade dos vírus respiratórios.









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