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Meio Ambiente

Ministério do Meio Ambiente adia proibição de pesca de pintado.

Conforme a nova portaria, a pesca passa a ser proibida a partir de 5 de dezembro deste ano.

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A decisão de listar o pintado como peixe ameaçado de exintção é resultado de uma extensa análise técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que aplica os critérios de risco de extinção do método da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza), aceitos internacionalmente e utilizados por mais de 100 países. | Créditos: Divulgação/Terra da Gente

O Ministério do Meio Ambiente adiou portaria que proibia a pesca de pintado no Brasil.

Em Mato Grosso do Sul, a novidade foi motivo de comemoração para pescadores e produtores e pesquisador alerta para a falta da espécie em algumas bacias hidrográficas.

Conforme a nova portaria, a pesca passa a ser proibida a partir de 5 de dezembro deste ano. Porém, a captura do peixe já estará proibida desde 1º de novembro, quando inicia a piracema.

“Aqui no Pantanal o nosso rio ele é tão extenso. Ele não está na escassez. Diferente de outras cidades do Brasil, que realmente, né, os rios estão morrendo. Então, nessas regiões realmente está tendo a escassez do pintado. Mas aqui, pra nós, não", disse a presidente da Colônia de Pescadores, Luciene de Lima.

Para reverter o quadro, o governo do estado encomendou um estudo com a Embrapa Pantanal para comprovar que o pintado não está entre as espécies de peixes em risco ambiental, como foi incluída na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção como vulnerável.

“Para Mato Grosso do Sul, essa data é importante porque já vamos estar em período de defeso, chamado Piracema e, portanto, a partir daquela data não será permitida mais a pesca em Mato Grosso do Sul. Então, nós temos um período que é de praticamente de cinco a seis meses para que encontremos uma solução adequada para manter tanto a pesca esportiva, quanto a pesca profissional do pintado de Mato Grosso do Sul”, afirmou o secretário Jaime Verruck, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

O pesquisador especializado em peixes, Fernando Rogério de Carvalho, contesta a situação. Para o especialista, a situação no Rio Paraguai é caracterizado como "boa".

“No Paraguai a situação está boa. Podem continuar explorando o pintado normalmente. No Paraná [rio Paraná], não. A pesca deve ser proibida porque a situação da espécie é preocupante. A situação é vulnerável, merece uma atenção especial. Mas ainda não é em toda porção. Em toda área do rio Paraná que essa situação é agravante. Por exemplo: nos rios da margem direita do rio Paraná, que é o Ivinhema, o Amambai, se encontra muito o pintado. Na porção mais ao norte, ali próximo de Aparecida do Taboado, o pintado já não é tão abundante", ponderou o especialista.

Determinação

A decisão de listar o pintado como peixe ameaçado de exintção é resultado de uma extensa análise técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que aplica os critérios de risco de extinção do método da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza), aceitos internacionalmente e utilizados por mais de 100 países.

O surubim é uma espécie de grande interesse para a pesca, especialmente no Pantanal, sendo um dos principais peixes desembarcados nas pescarias de toda a região pantaneira.

"Outro problema que prejudica as populações de surubim é a contaminação genética, que pode ocorrer em virtude da soltura ou escape de híbridos. Um dos híbridos mais comuns é a mistura do surubim com a espécie congênere cachara, Pseudoplatystoma reticulatum, gerando o que se conhece nas pisciculturas como o peixe “ponto-e-vírgula” por conta do padrão de pintas (do surubim pintado) e faixas (que vem da cachara, mais 'tigrada'), explica Luciana Carvalho Crema, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental do ICMBio.
 

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