Publicado em: 20 de Fevereiro, 2026 | Fonte: Redação
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) renovou, por mais um ano, a certificação internacional em análises de DNA concedida pelo Grupo Iberoamericano de Trabalho em Análise de DNA (Gitad). O reconhecimento confirma que os procedimentos adotados pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) seguem padrões técnicos internacionais e passam por auditoria externa independente.
Atualmente, o banco genético estadual conta com 5.443 perfis inseridos na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). Até o momento, foram registradas 76 coincidências técnicas, sendo 25 delas com outros estados. O índice de correspondência é de 1,40% em relação ao total de perfis cadastrados.
O crescimento do banco genético é significativo. Em 2015, Mato Grosso do Sul possuía apenas 32 perfis inseridos. Dez anos depois, o número ultrapassa cinco mil registros, consolidando o uso da genética forense como ferramenta estratégica nas investigações criminais.
Implantada em 2003, a certificação internacional integra a rotina de controle de qualidade do IALF e assegura que os exames atendam a critérios rigorosos de precisão, rastreabilidade e segurança, garantindo validade técnica e jurídica às provas periciais.
Segundo a direção do instituto, o processo de certificação segue cronograma anual, com envio periódico de dados laboratoriais para avaliação externa. A ampliação da base genética, com inclusão de perfis de condenados, vestígios coletados em cenas de crime e familiares de pessoas desaparecidas, integra metas estabelecidas em contrato de gestão firmado com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Integrado à RIBPG, o laboratório da PCi-MS realiza confrontos genéticos em âmbito nacional, permitindo a identificação de conexões entre vestígios coletados em diferentes estados e fortalecendo a cooperação interestadual. O banco criminal opera separadamente das bases destinadas à identificação civil, conforme determina a legislação federal.
Regulamentada pela Lei nº 12.654/2012 e atualizações posteriores, a RIBPG reúne dezenas de laboratórios participantes de exercícios internacionais de proficiência, inserindo o IALF em uma rede de controle técnico e intercâmbio científico.
Os exames de DNA forense são utilizados na análise de vestígios biológicos em locais de crime, na apuração de crimes contra a dignidade sexual e na identificação humana por meio de confronto genético. Os laudos produzidos subsidiam investigações e decisões judiciais, conferindo respaldo científico às provas apresentadas.
Com a manutenção da certificação e a ampliação contínua do banco de perfis, a Polícia Científica reforça sua atuação na política nacional de genética forense, com foco em rigor técnico, controle de qualidade e cooperação entre os estados.









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