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Anvisa vai analisar retomada de medidas restritivas por causa do aumento da Covid

Dados estão sendo analisados e serão levados à diretoria da agência.

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Anvisa | Créditos: Divulgação

Técnicos da Anvisa estão recolhendo dados para avaliar a necessidade de algumas medidas restritivas e de proteção serem retomadas por causa do repique da Covid verificada nas últimas semanas.

Uma delas, seria a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras nos voos domésticos.

Esses dados estão sendo analisados e serão levados à diretoria da agência, que se reunirá na quarta-feira(23) para bater o martelo.

Os casos de Covid-19 no Brasil voltaram a uma tendência de alta pela primeira vez desde o fim de junho. Embora especialistas não esperem uma sobrecarga dramática no sistema de saúde como em ondas anteriores da doença, já é possível observar um reflexo nas internações, o que junto à baixa cobertura com a terceira dose da vacina acende o alerta de especialistas e traz de volta um item deixado de lado nos últimos meses: as máscaras. 

Em nota recente divulgada pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, a pasta reforça o uso por indivíduos do grupo de risco de agravamento da doença, como idosos, imunossuprimidos, gestantes e pessoas com comorbidades, mas volta a orientar também para a população geral em locais fechados e mal ventilados, como transportes públicos, e ambientes abertos com aglomerações. Para o ex-diretor da Anvisa e médico sanitarista da Fiocruz, Claudio Maierovitch, são casos em que o item de fato deve ser mantido.

— A Covid-19 está crescendo novamente, com aumento dos números de casos e internações. Os casos graves trazem grande sofrimento, mas há ainda pessoas que continuam com sintomas importantes por meses depois da infecção. Então é importante o uso da máscara para que a medida funcione como proteção coletiva, mais efetiva do que o uso apenas como autoproteção, e evite a disseminação da doença — afirma o médico, que é também vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Levantamento feito pelo GLOBO com estados e capitais brasileiras mostra que ao menos 15 unidades da federação e o Distrito Federal reiteraram o uso da proteção em ambientes fechados e transportes públicos. São Paulo, Santa Catarina, Alagoas e Rio Grande do Norte foram além, ratificando oficialmente as orientações de forma mais detalhada. Nesses locais, a orientação é para qualquer lugar onde há a possibilidade de circulação do vírus, com destaque para clínicas e hospitais, além de lugares abertos ou fechados que possam ter aglomerações, como em casos de shows e casas noturnas.
 

O infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), concorda que medidas são necessárias agora para evitar uma explosão de casos ainda maior nos próximos meses, como a que o país viveu em outras ondas da variante Ômicron, mas considera que hoje a adesão à proteção é resultado de uma avaliação individual.

— Pode ser que experimentemos uma situação parecida com o ano passado, em que vivemos uma alta de casos justamente no final de ano até meados de janeiro. Se não adotarmos algumas medidas importantes de prevenção, podemos ver em breve essa explosão de casos como vivemos no início deste ano. Hoje isso é uma avaliação individual, mas vale a pena usar a máscara quando você tem esse aumento de casos importantes — recomenda o especialista.

 

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