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Casos de violência política e eleitoral crescem 400% em relação a 2018

Segundo o mapeamento, São Paulo (24), Rio de Janeiro (22) e Bahia (20) são os estados recordistas em registros de assassinatos ou atentados à vida por violência política no Brasil.

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Estudo aponta que um novo caso de violência política é registrado a cada 26 horas no Brasil . | Créditos: Igo Estrela/Metrópoles

O número de casos de violência política no país cresceu, e já é 400% maior do que o registrado em 2018. Os dados, analisados entre 2 de setembro de 2020 e 2 de outubro de 2022, fazem parte de um monitoramento lançado nesta segunda-feira (10/10) pelas organizações da sociedade civil Justiça Global e Terra de Direitos.

Em pouco mais de dois anos, o Brasil registrou 523 casos de violência política, sendo divididos entre assassinatos (54), atentados (109), ameaças (151), agressões (94), ofensas (104), criminalização (6) e invasões (5).

Para se ter ideia da escalada da violência política contra parlamentares eleitos, candidatos ou agentes políticos, foram registrados 247 casos apenas em 2022, representando uma média de um novo registro a cada 26 horas. Desses, 121 aconteceram durante o período eleitoral do primeiro turno, entre 1° de agosto e 2 de outubro deste ano.

Segundo o mapeamento, São Paulo (24), Rio de Janeiro (22) e Bahia (20) são os estados recordistas em registros de assassinatos ou atentados à vida por violência política no Brasil.

A análise, que monitora casos semelhantes no país desde 206, ainda mostra que filiados ao PT e ao PSol foram as maiores vítimas de violências com motivação política. Homens e mulheres cisgênero estão entre os principais alvos de agressões, com 59% e 36% dos registros, respectivamente. Transexuais e travestis foram alvos de 5% dos registros monitorados durante o período do estudo.

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