Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o terminal movimentou 5,6 milhões de toneladas de minério de ferro ao longo do ano, consolidando sua posição estratégica no escoamento da produção mineral. | Créditos: Porto Gregório Curvo, em Corumbá. (Foto: Divulgação, LHG Mining)
Publicado em: 06 de Novembro, 2026 | Fonte: Redação
O Porto Gregório Curvo, localizado em Corumbá, na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, encerrou 2025 na liderança estadual em movimentação de cargas. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o terminal movimentou 5,6 milhões de toneladas de minério de ferro ao longo do ano, consolidando sua posição estratégica no escoamento da produção mineral.
O resultado representa um crescimento de 135% em comparação com 2024 e evidencia a expansão das operações portuárias ligadas à mineração na região. Toda a carga movimentada pelo terminal durante o período foi composta por minério de ferro.
A atividade tem papel relevante na economia de Corumbá, município que concentra uma parcela expressiva da produção mineral de Mato Grosso do Sul e utiliza a hidrovia do Rio Paraguai como importante corredor logístico.
Corumbá concentra mais da metade da arrecadação mineral do Estado
Além do desempenho portuário, Corumbá também se destaca na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), contribuição paga pelas empresas que exploram recursos minerais.
Conforme levantamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o município arrecadou R$ 28,16 milhões em 2025, valor equivalente a 56,81% do total registrado em Mato Grosso do Sul.
No mesmo período, a arrecadação estadual chegou a aproximadamente R$ 49,5 milhões.
Os números demonstram o peso da atividade mineral na economia corumbaense e sua contribuição para as receitas públicas, além da importância da infraestrutura portuária para o transporte da produção.
Afundamento de barcaça mobiliza órgãos ambientais
Apesar dos resultados expressivos na movimentação de cargas, o Porto Gregório Curvo também passou a ser alvo de atenção das autoridades após o afundamento de uma barcaça carregada de minério de ferro no Rio Paraguai.
A ocorrência foi registrada no último sábado (31), quando a embarcação, que transportava aproximadamente mil toneladas de minério, afundou na região do terminal.
De acordo com informações preliminares do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o acompanhamento ambiental envolve também o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pelo licenciamento do empreendimento.
O Ibama solicitou informações sobre as providências adotadas pela empresa responsável, incluindo o acionamento do Plano de Contingência para Incidentes e as ações destinadas à prevenção e redução de possíveis danos ambientais.
Os órgãos aguardam os resultados da perícia e informações técnicas sobre as medidas de contenção e mitigação dos impactos na área atingida.
Até o momento das informações divulgadas, não havia uma avaliação conclusiva sobre eventuais consequências ambientais provocadas pelo afundamento.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Pantanal, também acompanha a ocorrência.
Expansão portuária reforça necessidade de segurança ambiental
O crescimento da movimentação de minério no Porto Gregório Curvo reforça a relevância da hidrovia do Rio Paraguai para a economia regional.
Ao mesmo tempo, o episódio envolvendo a barcaça evidencia a importância da fiscalização, da segurança das operações e dos mecanismos de resposta a incidentes em uma região de elevada sensibilidade ambiental, como o Pantanal.
A conclusão das investigações deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias do afundamento e identificar eventuais consequências para o ambiente aquático.
MSDIARIO | Informação com responsabilidade.









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