Aeronave registrada em nome de Valdir José Zorzo integra a investigação conduzida pelas autoridades bolivianas sobre a apreensão de 189 quilos de ouro. | Créditos: Foto: Reprodução
Publicado em: 30 de Julho, 2026 | Fonte: Redação
As autoridades da Bolívia intensificam as investigações sobre a apreensão de 189 quilos de ouro realizada no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. O carregamento, avaliado em mais de R$ 120 milhões, seria enviado para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e acabou sendo interceptado por suspeitas de irregularidades na documentação de exportação.
A operação ocorreu após agentes aduaneiros identificarem quatro malas contendo 77 barras de ouro. Durante a conferência, foi constatado que a carga não possuía registro válido no Sistema Único de Modernização Aduaneira (SUMA), além de apresentar um formulário de autorização emitido pelo Serviço Nacional de Registro e Comercialização de Minerais (Senarecom) considerado inválido pelas autoridades bolivianas.
Aeronave brasileira entrou na investigação
O caso ganhou repercussão porque o ouro seria transportado em uma aeronave de matrícula PS-ZRZ, registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir José Zorzo, fundador do Grupo Dallas Alimentos. Conforme documentos obtidos pelas autoridades, o avião teria saído de Campo Grande, feito escala em Corumbá e seguido para Santa Cruz de la Sierra antes da apreensão da carga.
Empresário nega participação
Em nota, Valdir Zorzo e o Grupo Dallas afirmaram que não tiveram qualquer envolvimento com o transporte do ouro. A defesa sustenta que o empresário não estava a bordo da aeronave, não autorizou qualquer atividade ilícita e tomou conhecimento do episódio apenas pela imprensa.
Segundo a manifestação, o avião é de uso particular, não realiza operações comerciais de transporte de carga e, após os procedimentos realizados pelas autoridades bolivianas, retornou ao Brasil, onde passa por manutenção.
Investigações continuam
A Polícia e o Ministério Público da Bolívia apuram agora a origem do ouro e a possível participação de outras pessoas no esquema. A carga permanece sob custódia das autoridades enquanto são realizadas perícias e oitivas, incluindo a análise da atuação de servidores públicos que podem ter facilitado a tentativa de exportação irregular do minério. Até o momento, não foi divulgada a identidade do verdadeiro proprietário do ouro.








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