Justiça determinou que Juliana Paula da Silva, esposa do empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, passe a cumprir prisão domiciliar. | Créditos: Reprodução/Midiamax
Publicado em: 06 de Março, 2026 | Fonte: Rafael Almeida
A Justiça determinou que Juliana Paula da Silva, esposa do empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, passe a cumprir prisão domiciliar. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (5).
O pedido foi apresentado pela defesa no mesmo dia em que o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), deflagrou a Operação Camuflagem. A solicitação foi feita exclusivamente em favor de Juliana.
Segundo informações do Midiamax, na petição, o advogado Arlei Freitas argumentou que o casal possui dois filhos menores — um menino de um ano e dez meses e uma menina de 11 anos diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Segundo a defesa, no momento da prisão as crianças estavam sob os cuidados de uma funcionária doméstica.
Ao conceder o benefício, o juiz determinou que Juliana deverá permanecer em casa e não poderá deixar a residência sem autorização judicial. O descumprimento da medida poderá resultar na revogação da prisão domiciliar.
Operação Camuflagem
A prisão ocorreu durante a Operação Camuflagem, realizada no dia 26 de fevereiro em Sidrolândia pelo Gecoc e pela 3ª Promotoria de Justiça do município. A ação é considerada um desdobramento da Operação Tromper, que investiga um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos na cidade.
O foco desta nova fase é apurar lavagem de dinheiro, especialmente por meio da ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
Durante a operação foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Além de Ueverton Macedo e Juliana Paula da Silva, também foram presos os empresários Evertom Luiz de Souza Luscero e Gleidson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza.
Rede para ocultar recursos
De acordo com o Ministério Público, as investigações indicam que um dos integrantes do grupo utilizava uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar recursos financeiros e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Entre as estratégias apontadas pelos promotores estão o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e a intermediação de pessoas para realizar pagamentos e transações financeiras em benefício do investigado e de familiares, inclusive durante o período em que ele esteve preso.
Imóveis usados no esquema
As apurações também indicam que parte do dinheiro teria sido movimentada por meio da compra de terrenos e construção de imóveis para posterior venda, prática que, segundo os investigadores, ajudaria a ocultar patrimônio e evitar bloqueios judiciais.
Nesse contexto, a engenheira Flaviana Barbosa de Souza teria sido responsável por assinar projetos de engenharia relacionados às construções atribuídas ao esquema.
O nome “Camuflagem” faz referência justamente à tentativa de esconder a origem e a titularidade de recursos por meio de mecanismos utilizados para mascarar movimentações financeiras.
Sidrolândia tem sido alvo de sucessivas investigações desde a deflagração da Operação Tromper, que revelou um esquema de desvios milionários em contratos de obras públicas. As apurações apontaram como um dos principais investigados o então secretário municipal de Fazenda Claudinho Serra, genro da ex-prefeita Vanda Camilo.









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