Publicado em: 09 de Julho, 2026 | Fonte: Rafael Almeida
A mãe de um dos bolivianos mortos durante uma operação policial realizada em Corumbá (MS), na região de fronteira com a Bolívia, contestou publicamente a versão apresentada pelas autoridades brasileiras sobre o caso. Em declarações divulgadas nas redes sociais, ela negou que o filho tivesse qualquer ligação com o tráfico de drogas ou organizações criminosas.
Segundo a mulher, o jovem trabalhava como taxista realizando o transporte de passageiros entre cidades bolivianas e Corumbá. Ela afirmou que, no dia da ocorrência, ele havia saído de casa para cumprir sua rotina de trabalho.
Em um vídeo gravado após a devolução do automóvel utilizado pelo filho, a mãe afirmou que o veículo não apresentava perfurações provocadas por disparos de arma de fogo, vestígios de sangue ou indícios de que tivesse passado por perícia técnica.
Na avaliação dela, caso o carro realmente estivesse relacionado aos crimes apontados pelas autoridades brasileiras, o procedimento adotado seria diferente. Ela também alegou que o veículo foi devolvido sem documentação, laudos ou qualquer formalidade oficial.
Além disso, a mulher questionou a ausência de exames periciais no automóvel e disse acreditar que houve falhas na condução da investigação. Em seu relato, afirmou que existem inconsistências na versão apresentada pelas autoridades e pediu que o caso seja esclarecido de forma transparente.
Conforme informações da RED DTV, até o momento, os órgãos de segurança brasileiros mantêm a versão de que os dois bolivianos mortos eram investigados por suposto envolvimento com uma organização criminosa e teriam reagido à abordagem policial, iniciando um confronto armado. As circunstâncias da operação seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes.








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