Os dados acumulados desde o início de 2026 indicam que o rinovírus lidera entre os casos positivos de SRAG, representando 41,9% | Créditos: Agencia Brasil
Publicado em: 21 de Março, 2026 | Fonte: Redação
O novo boletim InfoGripe, divulgado na sexta-feira (20) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta crescimento na circulação do vírus Influenza A em diversas regiões do Brasil.
De acordo com o levantamento, o avanço do vírus tem contribuído para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente no Mato Grosso, na maior parte do Nordeste — com exceção do Piauí — e em estados do Norte, como Amapá, Pará e Rondônia. No Sudeste, o cenário também preocupa, com alta registrada no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
Os dados acumulados desde o início de 2026 indicam que o rinovírus lidera entre os casos positivos de SRAG, representando 41,9%. Em seguida aparecem Influenza A (21,8%), Sars-CoV-2 (14,7%), Vírus Sincicial Respiratório (13,4%) e Influenza B (1,5%).
Em relação aos óbitos, a maior proporção está associada à Covid-19, com 37,3%, seguida por Influenza A (28,6%) e rinovírus (21,8%). Já nas últimas quatro semanas epidemiológicas, Influenza A e Sars-CoV-2 aparecem empatados, com 30,8% cada entre as mortes registradas.
Segundo a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, o Ministério da Saúde adotou três estratégias de vacinação para 2026, com foco em ampliar a cobertura vacinal e reduzir doenças imunopreveníveis.
A campanha nacional contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste está prevista para ocorrer entre 28 de março e 30 de maio, com mobilização especial no chamado Dia D, realizado neste sábado.
A especialista reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenir casos graves e mortes. Além da imunização contra a gripe, já está disponível a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes.









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