Pantanal MS
29 de Agosto / 2025
  • Publicado em: 06 de Agosto, 2025 | Fonte: Redação

Mesmo com a confirmação de um caso de sarampo no Paraguai, Mato Grosso do Sul segue sem registros da doença nos anos de 2024 e 2025. De acordo com informações da Gerência de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), cinco casos suspeitos estão sob investigação, seguindo os protocolos da vigilância epidemiológica.

Em razão da situação no país vizinho, a SES passou a participar de reuniões semanais com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), sob coordenação do Ministério da Saúde. A primeira reunião ocorreu na terça-feira (5), com presença da equipe técnica da Gerência de Imunização do Estado. O objetivo é fortalecer o monitoramento e alinhar estratégias de prevenção, especialmente nas regiões de fronteira.

“Não há casos confirmados no Estado e estamos trabalhando para manter esse cenário. A vacinação é fundamental, principalmente nas áreas mais expostas”, afirmou Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES.

Ações intensificadas na fronteira

Desde o surgimento de casos no território boliviano, a SES tem atuado com reforço nas ações de bloqueio vacinal e busca ativa nas cidades de Corumbá e Ladário — pontos estratégicos por conta da proximidade com o país vizinho. Em parceria com o Ministério da Saúde e prefeituras locais, as medidas incluem vacinação, visitas domiciliares e campanhas de conscientização.

Como parte dessa estratégia, o “Dia D” de vacinação foi realizado em 26 de julho, com foco especial na faixa de fronteira. Em Corumbá, 1.050 doses da vacina contra o sarampo foram aplicadas ao longo do mês, sendo 280 somente na data da mobilização. A ação também disponibilizou vacinas contra hepatite B (143 doses) e Influenza (168 doses).

Já em Ladário, 70 doses foram aplicadas no Dia D. Entre os dias 11 e 24 de julho, o município somou 116 vacinas aplicadas contra o sarampo, com 161 pessoas atendidas nas unidades de saúde.

Monitoramento e orientações

As ações de vigilância também foram ampliadas. Agentes comunitários de saúde estão realizando visitas às residências e conferência de prontuários médicos, visando identificar precocemente possíveis casos suspeitos. Segundo Jakeline Miranda Fonseca, gerente técnica da SES para Doenças Agudas e Exantemáticas, qualquer paciente com sintomas como febre, manchas avermelhadas, coriza, tosse ou conjuntivite deve procurar uma unidade de saúde e ser notificado.

“A vigilância permanece em estado de alerta. A rapidez na identificação e investigação de casos suspeitos é essencial para evitar a circulação do vírus”, reforçou.

Casos anteriores e cobertura vacinal

O último registro confirmado de sarampo no Estado ocorreu em 2020, com dez casos em Campo Grande. No ano anterior, foram quatro casos — dois em Três Lagoas e dois na capital. Em 2025, o Brasil já contabiliza 21 casos, incluindo três importados e dois sem histórico de viagem, com a maioria concentrada no Tocantins (16 confirmações).

A SES ressalta que a vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. O imunizante está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde e é recomendado, principalmente, para crianças e adolescentes com esquema vacinal incompleto.

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